Presidente do STF nega intervenção do Judiciário no Legislativo

Recentemente, o Supremo decidiu vetar o uso de algemas e votou uma súmula vinculante contra nepotismo

Agência Brasil

25 de agosto de 2008 | 17h15

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou nesta segunda-feira, 25,  que o Poder Judiciário esteja interferindo em assuntos que dizem respeito ao Legislativo, como a súmula do nepotismo. "Nós não inventamos os casos, ele chegam por provocação. No caso do nepotismo, já havia uma ADC (Ação Declaratória de Constitucionalidade), que foi proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). As questões estavam postas." Sobre o uso de algemas por agentes públicos, o ministro disse que "vem havendo invectivas e considerações que não correspondem à realidade". Segundo ele, o STF, em diferentes momentos, já se pronunciou de forma negativa em relação ao uso abusivo das algemas. "Não são causas que foram inventadas pelo tribunal. Não estamos abusando na aplicação de súmulas vinculantes." Ao participar do Encontro Nacional do Judiciário, o ministro destacou a importância de que o próprio poder faça uma análise crítica de seus afazeres para melhor planejamento de ações. Em pauta, temas voltados para a modernização do Judiciário, o aperfeiçoamento da gestão dos tribunais e a melhoria da prestação jurisdicional. O objetivo é unificar as diretrizes estratégicas de atuação, com base na cooperação mútua entre as instituições.  "A morosidade é um dos temas postos, mas precisamos melhorar a prestação jurisdicional como um todo e, para isso, precisamos planejar. É a primeira vez que o Judiciário estadual, federal e militar se encontram para discutir suas questões." O encontro, que termina hoje, deve se desdobrar em diversos eventos regionais, "para que nos critiquemos e saibamos para onde estamos alocando recursos", acrescentou o ministro. As conclusões estarão na Carta de Brasília, divulgada durante o encerramento. "Temos tomado medidas no sentido de racionalização, de aceleração de processos idênticos. Isso permite (ao Judiciário) planejar sua ação para evitar esforços repetitivos. Estamos acelerando nossas decisões. Integrados nesse espírito de produzir decisões em tempo célere, socialmente adequado", concluiu o presidente do STF. 

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