Presidente do PV vê 'vandalismo político' em invasão de escritórios

José Luiz Penna descartou hipótese de crime comum; partido sofreu dois assaltos em 24h

Daiene Cardoso, da Agência Estado,

20 de setembro de 2010 | 13h40

SÃO PAULO - Dois assaltos nos principais escritórios políticos do PV preocupam a cúpula do partido na reta final da campanha presidencial de Marina Silva. Em 24 horas, o diretório estadual de São Paulo e o escritório nacional em Brasília foram invadidos. Para os dirigentes, a hipótese de crime comum está praticamente descartada. "Foi vandalismo político. Levaram até programa de TV gravado", contou o presidente do partido, José Luiz Penna, ao informar a invasão do escritório do Distrito Federal.

 

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O primeiro assalto aconteceu na madrugada de sábado para domingo no escritório do PV paulista na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. Cinco processadores de computadores (três deles com informações financeiras do partido), monitores, uma TV, uma filmadora e talões de cheque do partido foram levados, sendo que os bandidos deixaram para trás objetos mais valiosos, como projetores e processadores desconectados. A sede foi revirada e os móveis foram destruídos. Segundo assessores, os bandidos se concentraram em revirar documentos. "Não estavam atrás de objetos de valor", contou uma assessora.

 

Em Brasília, a invasão do escritório nacional ocorreu na última madrugada. Além de deixar um rastro de destruição, os bandidos levaram computadores. "Não é ladrão comum. Ele (bandido) vai vender fita betacam no mercado negro? O intuito é nos atrapalhar", concluiu Penna, referindo-se aos documentos para prestação de contas junto à Justiça Eleitoral.

 

Os dirigentes do PV fazem hoje um levantamento detalhado dos objetos e documentos roubados. Em nenhum dos episódios houve vítimas. Os casos foram encaminhados à Polícia Civil local, mas a direção do partido não descarta a possibilidade de solicitar a investigação da Polícia Federal. "Vamos ver primeiro a extensão das coisas", disse Penna.

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