Presidente do PT tenta convencer senador dissidente sobre mínimo de R$ 545

José Eduardo Dutra busca demover Paulo Paim de aprovar emenda que eleva mínimo a R$ 560

Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 18h10

BELO HORIZONTE - O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta sexta-feira, 18, que vai tentar convencer o senador Paulo Paim (PT-RS) a votar no projeto de lei do governo, aprovado pela Câmara dos Deputados, que estipula o salário mínimo em R$ 545. O senador gaúcho já avisou que é a favor da emenda que eleva o valor do mínimo para R$ 560.

"Existe uma tradição no PT, já por várias vezes, que é o instrumento da declaração de voto. Alguém pode declarar que não concorda com o que está votando, que tem uma posição diferente, mas que vota a favor em função de uma decisão partidária", afirmou Dutra, após participar de um debate com representantes do PT de Minas Gerais em Belo Horizonte. "Vamos tentar convencê-lo a fazer assim". 

O presidente do PT demonstrou irritação com as dissidências petistas na Câmara, onde dois deputados - Eudes Xavier (CE) e Francisco Praciano (AM) - acompanharam o voto da oposição. Dutra, contudo, observou que não cabe retaliação formal, já que o partido não fechou questão.

"Não dá para a pessoa querer ser oposição e governo ao mesmo tempo", reclamou. "Esses companheiros têm de entender que são do governo e mais: eles votaram numa emenda do DEM. Uma emenda, na minha opinião, demagógica. Porque se a argumentação fosse de que o projeto do governo é um arrocho, poderiam até justificar em relação a compromissos políticos anteriores, mas não é o caso. É um projeto que garante o crescimento do salário mínimo (...) é um projeto benéfico para os trabalhadores".

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