Presidente do PT-SP defende Haddad e Carvalho de ataques evangélicos

Candidato e ministro foram alvo de crítica de bancadas religiosas

Gustavo Porto, de O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2012 | 19h20

RIBEIRÃO PRETO (SP) - O presidente do PT paulista, deputado estadual Edinho Silva, defendeu nesta sexta-feira, 10, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. Os dois foram alvos de críticas de evangélicos: Carvalho por pregar uma "disputa ideológica" com líderes da corrente religiosa e Haddad, pelo chamado "kit gay" - material contrário ao preconceito contra homossexuais.

 

Nesta semana, o senador Magno Malta (PR-ES) fez duras críticas a Carvalho e ameaçou liderar uma mobilização contra Haddad na eleição paulistana. Haddad também foi alvo de críticas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que colocou fotos do ex-ministro no chamado "muro da vergonha", criado pelo parlamentar.

 

Sobre Carvalho, Edinho afirmou ser uma "injustiça" os ataques, pois o ministro "se construiu na militância de movimentos religiosos". Para o presidente do PT paulista, "pinçaram uma frase dele, no Fórum Social Mundial (realizado no final de janeiro, em Porto Alegre), e a utilizaram fora de contexto". "As lideranças que atacam o Gilberto se sentirão na obrigação de fazer uma autocrítica", disse.

 

Edinho lamentou ainda que "utilizem a questão do processo educacional para a luta política", ao defender Haddad. Segundo o deputado, o chamado "kit gay" era um material produzido após debates em uma conferência sobre o preconceito contra homossexuais e chegou ao ex-ministro "como sugestão e sem passar por uma avaliação pedagógica", concluiu.

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