Presidente do PT do Rio defende 'corpo a corpo' na Câmara para barrar impeachment

Washington Quaquá afirmou que o governo errou ao 'agir como se o Congresso fosse organizado por partidos'; para ele, Planalto devia ter negociado com cada parlamentar individualmente

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2016 | 17h55

RIO - O presidente do PT no Rio, Washington Quaquá, disse nesta terça-feira, 29, que será preciso “negociar com cada deputado individualmente, independentemente do partido”, para tentar barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. Para o dirigente petista, o governo errou ao dialogar com os partidos, como se houvesse unidade nas legendas governistas.

“Temos que preservar nossos aliados, de qualquer partido, construir pontes no Congresso. Com poucas exceções, os partidos são apenas abrigos eleitorais. A Câmara é um aglomerado de deputados. O governo errou ao agir como se o Congresso fosse organizado por partidos. Devia ter negociado com cada parlamentar individualmente. Agora não tem outra coisa a fazer a não ser procurar cada deputado, chamar cada um à consciência. E vamos manter a mobilização nas ruas contra o golpe”, afirmou Quaquá, que embarca na noite desta terça-feira para Brasília. “Vou fazer corpo a corpo”, disse. As próximas manifestações contra o impeachment acontecerão na quinta-feira, 31.

Na sexta-feira, 25, Quaquá disse que o rompimento do PMDB com o governo, com apoio do diretório do Rio de Janeiro, implicaria no fim da aliança entre pemedebistas e petistas para as eleições municipais na capital. Segundo Quaquá, o PT iria retirar o apoio ao candidato do prefeito Eduardo Paes (PMDB), o secretário municipal de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho.

Nesta terça-feira, Quaquá disse que a prioridade é lutar contra o impeachment. “Vamos ver quem vai entrar na política do golpe e quem vai defender a verdade e depois falamos de eleições municipais”, declarou.

O presidente do PT no Rio disse que vai conversar com Paes, que não compareceu à reunião do diretório nacional, e com o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani. O peemedebista defendeu o rompimento do governo, depois de ter feito parte do grupo de peemedebistas que defendiam a presidente Dilma. Jorge Picciani é pai do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, contrário à saída do partido do governo.

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