Beto barata/AFP
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Presidente do PT diz que resultado da segunda votação seria suficiente para manter Dilma no cargo

'O primeiro voto foi o da vergonha; o segundo, o que restava de consciência: 36 votos e 3 abstenções não cassariam Dilma', disse Rui Falcão no Twitter 

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2016 | 15h37

SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse por meio das redes sociais, que o resultado da segunda votação desta quarta-feira, 31, no Senado, que manteve os direitos políticos da presidente cassada Dilma Rousseff, seria suficiente para a manutenção do mandato da petista.

"O primeiro voto foi o da vergonha; o segundo, o que restava de consciência: 36 votos e 3 abstenções não cassariam Dilma", disse Falcão no Twitter. 

Não há, por enquanto, previsão de o partido se manifestar oficialmente sobre o impeachment. O mais provável é que o PT se posicione apenas na sexta-feira, 2, quando a Executiva Nacional se reúne, em São Paulo.

Além de Falcão, outros dirigentes e lideranças do PT se posicionaram por meio das redes sociais. "Dia infeliz da nossa história. 52 anos e dois meses depois, um novo golpe deflagrado no Brasil", disse o deputado Paulo Teixeira, vice-presidente da legenda, em alusão ao golpe que derrubou o presidente João Goulart em 1964.

"A aprovação do impeachment é um lamentável desrespeito ao voto popular direto e às regras do jogo democrático. Essa página da história brasileira ficará inconclusa até que se faça justiça à imagem de 'Dilma coração valente'", disse o ex-ministro da Comunicação Social, Edinho Silva.

O governador do Maranhão, Flavio Dino (PC do B), foi na mesma linha ao dizer que a história absolverá Dilma.

"Minhas homenagens à companheira Presidenta Dilma Roussef. A história a absolverá. Avante", postou.

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