Presidente do PT diz que quer ouvir manifestação de secretário de Justiça

José Eduardo Dutra não quis comentar a denúncia da revista 'Veja', que traz transcrições de diálogos sugerindo que Dilma ordenou a produção de dossiês

Malu Delgado, Estadão.com.br

23 de outubro de 2010 | 15h42

CARAPICUÍBA, SP - O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que quer ouvir as declarações do secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, sobre o episódio relatado na revista Veja. "Isso não nos diz respeito. Vamos aguardar a manifestação do Abramovay. Eu quero ouvir o Pedro se manifestar, Não tenho comentários a fazer sobre algo que não tenho informação nenhuma. Quero que a pessoa envolvida se manifeste", disse, após participar de carreata em Carapicuíba (SP) com a candidata.

 

Dutra evitou fazer comentários sobre o fato de o secretário exonerado Romeu Tuma Júnior ter confirmado que Abramovay queixou-se de ser pressionado por petistas para produzir dossiês.

 

Em relação à investigação da Polícia Federal sobre a violação da quebra de sigilos, Dutra afirmou que a campanha não tem nenhuma responsabilidade sobre os atos de Amaury Ribeiro Júnior, jornalista que confessou ter solicitado o acesso a dados fiscais de pessoas do PSDB.

 

Para o presidente do PT, a campanha também não pode ser responsabilizada pelo fato de um de seus prestadores de serviços ter cedido flat para hospedar Amaury. O jornalista, segundo informação do jornal Folha de S.Paulo deste sábado, 23, hospedou-se num flat de um contratado da empresa Pepper, que presta serviços de comunicação e marketing para a campanha de Dilma.

 

"Ele (quem cedeu o flat) não é integrante da campanha. É contratado de uma empresa. Se a campanha contrato Líder e um piloto da Líder faz alguma coisa errada a responsabilidade é minha?", afirmou Dutra.

 

"O que gostaríamos de saber é por que a outra parte do depoimento do Amaury, quando ele fala que tinha centeal de espionagem liderada pelo (Marcelo) Itagiba, não vira manchete. É uma questão de escolha", disse Dutra, acusando a imprensa de parcialidade nas publicações.

 

Por fim, diante dos questionamentos de jornalistas, Dutra reagiu com ironia: "Eu estou preocupado é com essa carreata, porque se alguém atropelar um cachorro vão dizer que um assessor do PT é culpado".

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