Presidente do PT diz que demissão reafirma espírito público de Palocci

Governador do Acre, Tião Vianna (PT), considerou a saída do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, 'um passo atrás para o governo'

Agência Estado

07 de junho de 2011 | 19h49

O presidente do PT, Rui Falcão, disse que a decisão do ministro Antonio Palocci de pedir demissão da chefia da Casa Civil, mesmo depois de o Procurador-Geral da República ter confirmado "retidão e legalidade" em seus negócios, mostra o "alto espírito público" de Palocci. A afirmação foi feita por meio de nota divulgada na tarde desta terça.

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O governador do Acre, Tião Vianna (PT), considerou a saída do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, "um passo atrás para o governo". Vianna afirmou considerar Palocci "um exemplo de homem público e um exemplo de competência", mas disse que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está "à altura da função", sendo atualmente um dos melhores quadros do PT.

Já o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou que a decisão do ministro em deixar o cargo foi boa para Palocci e também para o governo, que agora pode seguir o seu curso normal. Já o governador do Distrito Federal, Agnello Queiroz (PT), não quis comentar a saída do ministro.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que a saída do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci é uma questão de governo. "Eu creio que a decisão de nomear e demitir é da Presidência da República. O Palocci pediu para sair do governo, tem seus motivos, mas o Brasil é maior que qualquer ministro", afirmou, de acordo com sua assessoria de imprensa, na abertura da Feira da Indústria, Serviços e Comércio Exterior do Vale do Paraíba (Logisvale), em São José dos Campos (SP). "Essa é uma questão de governo, a vida continua e o Brasil vai continuar andando", afirmou. Colaboraram Eduardo Rodrigues e Anne Warth.

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