Presidente do PT discorda da avaliação de que Dilma estaria mais agressiva

Segundo José Eduardo Dutra, a perpelexidade do partido com a confirmação do segundo turno 'já está superada'

Tânia Monteiro, da Agência Estado

15 de outubro de 2010 | 12h50

BRASÍLIA - O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta sexta-feira, 15, ao deixar reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discorda das informações que estão sendo divulgadas de que a presidenciável Dilma Rousseff (PT) estava agressiva no debate realizado pela TV Bandeirantes no último domingo. Segundo ele, as pesquisas internas apontaram que "ela não passou agressividade e sim um grau de firmeza e indignação contra a campanha contra ela no primeiro turno e que continua no segundo turno".

 

Questionado se ela manterá essa postura mais firme no segundo debate, Dutra respondeu: "Não sei. Cada debate é um debate". Ele disse ainda que hoje e amanhã, Dilma participará de comícios e atividades de campanha e que só amanhã depois do almoço vão começar a conversar sobre o novo debate, marcado para a noite de domingo, 17, na Rede TV.

 

Ao comentar os últimos resultados das pesquisas de intenção de voto, Dutra afirmou que os indicativos internos do partido apontam exatamente o dobro do que mostrou a pesquisa Sensus. Ou seja, a diferença entre Dilma e o candidato tucano José Serra estaria em torno de oito pontos porcentuais e não quatro pontos, como apontou a Sensus.

 

O presidente do PT reconhece que o segundo turno das eleições será "muito disputado" e, na reunião com Lula e a coordenação da campanha, disse ter sido comentada a necessidade de mobilização da militância. "Conversamos sobre a necessidade de colocar o bloco na rua. Já estamos fazendo isso. Temos feito reuniões com vereadores, deputados eleitos, prefeitos. Estamos num processo de chamamento. Numa eleição disputada como essa, a militância do PT faz a diferença", disse.

 

Para Dutra, a "perplexidade" que houve dos envolvidos na campanha quando ficou definido que haveria segundo turno "já está superada". Sobre as conversas com a senadora Marina Silva (PV-AC), Dutra disse que o assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia, se reuniu com lideranças do PV para discutir as propostas do programa de governo. Acrescentou que, depois que o PV decidir que rumo tomar, é que vão procurar apoio dos dirigentes.

 

Ele disse ainda que querem concentrar nos próximos dias a campanha em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas que é possível que a candidata também visite os Estados do Ceará, Pernambuco, Bahia e Amazonas.

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