Presidente do PT defende postura combativa de Dilma

O presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma Rousseff, José Eduardo Dutra, defendeu a postura mais combativa da presidenciável do partido ontem, no debate da Rede Bandeirantes. Em entrevista à Agência Estado, ele afirmou que o momento da campanha pedia essa atitude. Acrescentou que não teme a repercussão negativa junto ao eleitor, porque a acusação de "agressividade", segundo ele, "não atinge as mulheres". "Ela tinha que colocar essa questão da baixaria na campanha já nesse debate", defendeu.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

11 de outubro de 2010 | 16h49

Segundo Dutra, o adversário da petista, José Serra (PSDB), faz "duas campanhas diferentes". Uma de crítica política, que é a campanha civilizada que vai ao ar na televisão, segundo ele. "A outra é essa campanha medieval, suja, caluniosa, de panfletos clandestinos e cartazes nos postes, que remete ao período da ditadura militar. Ela tinha que desmascarar isso no debate", sustenta. Ele não adianta se Dilma sustentará essa nova postura nos próximos embates com Serra. "Cada debate é um debate", responde, em tom evasivo. O próximo confronto entre os presidenciáveis será realizado pela Rede TV, no próximo domingo (17), em São Paulo.

O dirigente petista ressalta que a estratégia empolgou a militância, que andava amuada com a realização do segundo turno. Dutra também rebate as análises de que a postura mais combativa de Dilma possa voltar-se contra ela nas urnas. O eleitor tende a rejeitar os candidatos mais agressivos, afirmam analistas e institutos de pesquisas. "Mas essa tese não se aplica às mulheres", retruca Dutra. Segundo ele, durante a campanha, se as mulheres falam mais alto, é para se defender, não para atacar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.