Presidente do PT defende cassação do mandato de Demóstenes

Pelas provas coletadas até agora, Rui Falcão disse que vê 'relação estreita' entre senador e Cachoeira

Daiene Cardoso, Agência Estado

30 de março de 2012 | 12h36

SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), defendeu nesta sexta-feira, 30, a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), acusado de suspeita de envolvimento com o empresário do ramo de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. "Se a Comissão de Ética chegar à conclusão de falta de decoro e, no meu entendimento, está havendo, a medida para a punição é a cassação do mandato", frisou o petista, seminário "Governança Metropolitana - Desafios, Tendências e Perspectivas", promovido em um hotel da capital paulista pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo.

Falcão acredita que tudo indica, pelos depoimentos e gravações colhidos até agora, que existe "uma relação muito estreita" entre o senador e Cachoeira. "Se os fatos todos se comprovarem, é preciso que haja medidas legais cabíveis", acrescentou.

Golpe. O dirigente do PT disse que é preciso respeitar o direito de manifestação dos jovens que têm utilizado o golpe de 64 para protestar contra os militares que se opõem à instalação da Comissão da Verdade. "A liberdade de expressão é um direito garantido pela Constituição, acho que as manifestações de jovens não deveriam ser reprimidas, deveriam ser asseguradas", afirmou.

Falcão disse que o PT nacional divulgará nota defendendo a criação da Comissão da Verdade e solidarizando-se com as manifestações daqueles "que querem ver o País passado a limpo". E ironizou: "Aniversário do golpe para nós é depois de amanhã (1º de abril), que é o dia da mentira."

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