Presidente do PT de Imbituva é morto com três tiros

O presidente do PT de Imbituva, a 180 quilômetros de Curitiba, na região central do Paraná, Oscar Fachini, 37 anos, foi morto com três tiros, na madrugada de sexta-feira. O delegado da cidade, Silvio Eduardo Hellwig, afirmou descartar a hipótese de crime político, a princípio. No entanto, a direção estadual do partido acredita que a morte pode estar ligada a denúncias que ele vinha fazendo em questões trabalhistas. O corpo foi enterrado hoje à tarde em Curitiba.Fachini foi morto em frente ao portão de sua casa. O delegado afirmou que espera ouvir os familiares, provavelmente na segunda-feira, para ter uma idéia mais clara sobre o que pode ter acontecido. Mesmo assim, Silvio disse que há suspeitos. Segundo ele, um vizinho escutou tiros pouco depois da meia-noite, mas a família só foi pedir socorro às 2 horas. "Só saberei algo mais concreto quando ouvir a família", declarou. O assessor de imprensa do PT estadual, Márcio Pessatti, disse que Fachini mudou-se de Curitiba para Imbituva há menos de três anos. Desde então, estaria levantando irregularidades trabalhistas na região. "Ele vinha recebendo ameaças", afirmou. Pessatti ressaltou, no entanto, não ter conhecimento se houve registro das ameaças na polícia. "Precisamos cruzar os fatos para não levantar falsa suspeita", ponderou.Segundo Pessatti, há suspeitas de que a morte tenha sido vingança, visto que o dirigente petista recebeu um tiro na testa e dois na nuca. O assessor ressaltou ainda que a mulher de Fachini encontrou o corpo por volta de uma hora da madrugada e imediatamente acionou todas as pessoas conhecidas. Ele disse que o partido cobrará rapidez na investigação. Fachini deixa mulher e um filho de sete anos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.