Presidente do PSDB em SP não descarta aliança com PSD

Na mesma linha de discurso adotada por Alckmin, Semeghini fala em estratégias de 'médio e longo prazo' para acordo com partido de Kassab na disputa eleitoral

Daiene Cardoso, da Agência Estado

31 de janeiro de 2012 | 13h37

O presidente do diretório municipal do PSDB e secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Julio Semeghini, disse nesta terça-feira, 31, não ter ficado surpreso com o anúncio do PSD de formalizar negociações com o PT para a sucessão municipal. Na linha do que declarou o governador Geraldo Alckmin, Semeghini também afirmou que as conversas entre PSDB e PSD ainda não estão encerradas.

Ao dizer que as conversas continuam, o tucano lembrou que o partido do prefeito Gilberto Kassab precisa levar em consideração a história de alianças com os tucanos e o futuro dessa parceria. "A vida política é de médio e longo prazo. Você não pode jogar tudo numa eleição. O Lula, para ser presidente, perdeu várias eleições e construiu o futuro que construiu. O político, se não pensar a médio e longo prazo, tem uma vida muito curta. Eu acredito muito numa estratégia de médio e longo prazo, é isso que vai nos unir (PSDB e PSD)", apostou.

Semeghini participou nesta terça do lançamento da 5ª Campus Party na cidade de São Paulo. O secretário, que é o principal articulador do PSDB na capital paulista nessas eleições, dividiu o evento com Kassab, mas não teve a chance de conversar com o prefeito porque chegou atrasado e Kassab saiu antes do término da apresentação.

De acordo com Semeghini, o PSDB continuará trabalhando para atrair o partido de Kassab para a eleição municipal em São Paulo, seja no primeiro ou no segundo turno. E reiterou: "Não considero o diálogo encerrado. Acredito muito mais no futuro do PSD em São Paulo com alianças que combinam muito mais com o PSDB do que com o PT, por isso não está encerrado ainda."

O dirigente do PSDB considera que as tratativas de sua legenda com o partido de Kassab estão no rumo certo. Embora o PSD exija a cabeça de chapa para uma aliança com os tucanos, com o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), o PSDB insiste em escolher seu candidato em prévias previstas para ocorrer em 4 de março. Na opinião de Semeghini, a dificuldade de diálogo com o PSD se deve ao fato de que o partido gostaria de ter uma definição antes da realização das prévias no PSDB: "Daqui até 4 de março, o PSDB e o PSD conversarão bastante sobre eleição municipal e sua relação de longo prazo."

Apesar de o prefeito Kassab ter dito que iniciaria formalmente as conversas com o PT do pré-candidato Fernando Haddad, com vistas a uma eventual aliança, Semeghini disse confiar num acordo com o partido de Gilberto Kassab. "Vamos trabalhar muito para que esse relacionamento com o PT não comece."

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