Presidente do PSDB diz que 'é bom' apoio de tucanos a Kassab

Guerra diz que vem 'atuando, sistematicamente', para que DEM e PSDB estejam juntos num eventual 2º turno

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

31 Julho 2008 | 17h20

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (CE), disse nesta quinta-feira, 31, em Belo Horizonte, que "há muita gente do PSDB que está fazendo a campanha do prefeito (Gilberto) Kassab (candidato do DEM a prefeito de São Paulo)" e que "isso é considerado bom por todos nós, nessa perspectiva que somos uma aliança ampla". "Vamos chegar no segundo turno com uma grande unidade. Vamos ganhar a eleição com essa unidade", afirmou. Evitando críticas à suposta opção do governador José Serra (PSDB) por Kassab, Guerra disse que vem "atuando, sistematicamente", para que o DEM e o PSDB estejam juntos num eventual segundo turno. "Nós erramos lá. Mas é explicável. O governador Serra lidera lá uma aliança, que governa a cidade e o Estado. Ele não podia ter uma posição sectária", observou. O presidente nacional do PSDB afirmou também que a eleição na capital paulista está polarizada entre os candidatos a prefeito Geraldo Alckmin (PSDB) e Marta Suplicy (PT). Embora o prefeito de São Paulo conte com o apoio do grupo ligado a e Serra, Guerra disse considerar que o democrata não tem chances de disputar um eventual segundo turno, pois "o povo se definiu". "Os palanques estão meio atrapalhados, mas a população, não. Às vezes, o palanque divide-se um pouco e o povo, não. O povo não está mais atrapalhado. O povo está vendo que a eleição vai se dar, progressivamente, entre a candidatura do PSDB, de Geraldo Alckmin, e a candidatura da (ex) ministra (do Turismo) Marta Suplicy, que tem densidade e consistência e que é uma adversária respeitável", afirmou, após um encontro com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Impacto Nos últimos dias, a candidatura de Kassab teve um impacto negativo com a inclusão do nome dele na lista de candidatos com "ficha suja" da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pelo vazamento de um e-mail enviado por ele a 26 subprefeitos para, supostamente, tentar influir na última pesquisa do Instituto Datafolha. O presidente nacional tucano disse desconhecer qualquer queixa de Kassab em relação à lealdade de tucanos por causa do episódio do vazamento do e-mail. Guerra procurou minimizar o caso, afirmando que se trata de "um episódio de campanha que não tem consistência, não tem conteúdo". "Estamos no meio de uma disputa e na disputa as coisas tomam características um tanto emocionais. O que vai resolver a campanha é que o povo se definiu. Há uma polarização: de um lado o Geraldo, nosso candidato desde o começo, de outro, Marta Suplicy", insistiu. O presidente do PSDB tem visitado os governadores da legenda para apresentar a perspectiva de desempenho dos candidatos tucanos nas eleições municipais.

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