Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Márcio França será candidato ao governo de SP com ou sem PSDB, diz presidente do PSB

Carlos Siqueira afirma que eventual apoio do tucano ao seu vice não significa defesa da candidatura de Alckmin ao Planalto

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2018 | 16h06

BRASÍLIA - O vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), será candidato a governador nas eleições deste ano com ou sem o apoio do PSDB, disse nesta quarta-feira,17, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Em entrevista ao Estadão/Broadcast Político, o dirigente também afirmou que um eventual apoio dos tucanos a França não garante em troca, necessariamente, o apoio dos pessebistas à candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República.

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"A candidatura de Márcio França acontecerá com ou sem o apoio do PSDB e é prioritária para o PSB. Claro que queremos o apoio do PSDB, mas aí vai depender deles", afirmou Siqueira. Segundo o dirigente, a candidatura de França é uma das nove a governo do Estado que a legenda articula lançar no pleito deste ano. Além de São Paulo, a sigla quer ter candidatos a governador em Minas Gerais, Distrito Federal, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Amazonas, Tocantins e Espírito Santo.

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França vai assumir o governo de São Paulo em abril deste ano, quando Alckmin deve se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Palácio do Planalto. Mesmo antes de ter a máquina pública nas mãos, o pessebista já negocia acordos com outros partidos para garantir tempo de TV para a propaganda partidária. Nesta semana, anunciou apoio do PR e já tem conversas avançadas com Solidariedade e PROS, que também podem anunciar apoio em breve. 

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O nome do vice-governador, porém, enfrenta resistência entre integrantes do PSDB paulista, que não abrem mão de candidatura própria do partido ao Palácio dos Bandeirantes. Entre os possíveis candidatos tucanos à sucessão de Alckmin estão o prefeito de São Paulo, João Doria, e o senador José Serra. Em entrevistas na segunda-feira, 15, Alckmin disse que a decisão de quem os tucanos vão apoiar ou se vão lançar candidatura própria só será tomada na convenção de março.

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PRESIDÊNCIA

O presidente do PSB disse que o partido ainda não sabe como se posicionará na corrida presidencial. Segundo ele, o cenário tem hoje alto "grau de incerteza", com a possível condenação do ex-presidente Lula (PT), que pode torná-lo inelegível, e a "incerteza" sobre a candidatura de Alckmin, refletida na recente entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao Estado, quando ele disse que o governador precisa provar que é capaz de unir os partidos de centro para se viabilizar candidato. 

Siqueira ressaltou que vários partidos já procuraram o PSB em busca de apoio a seus candidatos à Presidência, entre eles, o PT e o Podemos, que quer lançar o senador Alvaro Dias (PR). "Vamos apoiar o que é bom para o Brasil e para os projetos importantes para o PSB. Aliança é sempre a realidade do momento, mas nem sempre é o ideal", declarou o dirigente, evitando se comprometer com um nome.

O presidente do PSB lembrou que o partido não descarta ter uma candidatura própria. Os dois nomes postos hoje são o do ex-ministro Aldo Rebelo, que deixou o PCdoB e se filiou ao PSB em setembro, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. De acordo com o dirigente partidário, o ex-ministro ainda está "refletindo" sobre a possível candidatura. "Ele não está certo de que quer ser candidato", afirmou. 

Em dezembro, Barbosa se reuniu com oito deputados do PSB para discutir o cenário político-eleitoral. O encontro foi realizado no escritório dele em São Paulo, a pedido dos parlamentares. Segundo relatos, nas quase duas horas de conversa, o ex-ministro fez perguntas sobre questões de financiamento e tempo do TV e prometeu anunciar sua decisão até 7 de abril, prazo para que ele se filie a um partido para poder participar da disputa.

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