Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

PSB cobra de Lula contrapartida em Estados; petista quer PSD em aliança

Em reunião com ex-presidente, dirigente de sigla socialista pede apoio em cinco Estados para viabilizar filiação de Alckmin e chapa presidencial; PT tenta atrair legenda de Kassab

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2021 | 19h17
Atualizado 20 de dezembro de 2021 | 21h25

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram nesta segunda-feira, 20, em São Paulo, para discutir uma possível chapa formada pelo petista e o ex-governador Geraldo Alckmin como vice. A conversa ocorreu no dia seguinte ao jantar no qual Lula e Alckmin apareceram publicamente juntos pela primeira vez desde que a aliança passou a ser cogitada.

Siqueira já convidou o ex-governador para se filiar ao PSB, mas expôs diretamente a Lula as condições que o partido impõe para integrar uma chapa com o PT em 2022.

A sigla quer o apoio petista em cinco Estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e Espírito Santo. De acordo com o dirigente socialista, o PT, porém, ainda não se mostrou aberto para as demandas apresentadas pela legenda. “A relação não pode ser de mão única”, afirmou Siqueira ao Estadão.

Diante da contrapartida considerada cara pelos petistas, Lula disse no jantar, segundo o relato de participantes, que seria importante “colocar o PSD no arranjo”. A ideia é convencer o ex-tucano a se filiar ao partido de Gilberto Kassab para ser seu vice.

Essa hipótese, no entanto, esbarra na resistência do ex-ministro e presidente do partido – que lançou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), como pré-candidato à Presidência. Outra possibilidade já ventilada é de que Alckmin ingresse no Solidariedade. O presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP), admite a ideia, mas ela também sofre resistências.

O PT ainda considera como o cenário mais factível que Alckmin vá mesmo para o PSB. “Se ele quiser se filiar ao PSB e ser candidato a vice, será bem-vindo. Tivemos uma boa conversa com o Geraldo e percebi que ele tem simpatia por essa hipótese”, disse Siqueira. 

Alckmin esteve todo o tempo cercado de lideranças do PSB durante o jantar no domingo. Ele dividiu a mesa principal com Lula, Siqueira, o ex-governador Márcio França, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, João Campos. Kassab também estava presente e conversou com Lula e Alckmin, mas se sentou em outra mesa.

Procurado, o ex-governador Geraldo Alckmin não quis se manifestar. 

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