Presidente do PP de Alagoas anuncia apoio a tucano

Anúncio da aliança não teve a participação do prefeito Cícero Almeida que continua apoiando à pré-candidatura de Lessa

Ricardo Rodrigues, de O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 17h21

MACEIÓ - O deputado federal Benedito de Lira, presidente do PP em Alagoas, anunciou nesta quinta-feira, 29, o apoio oficial do Partido Progressista à pré-candidatura à reeleição do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), nas eleições de outubro deste ano. Com o apoio do PP, a coligação em torno da chapa governista passa a ter a participação de cinco partidos: PSDB, PSB, PPS e PSC. O presidente do diretório regional do PSDB, Claudinor Araújo, disse que ainda estão para entrar na coligação o PTN e o DEM.

 

O anúncio do apoio do PP à pré-candidatura de Vilela lotou o auditório do Hotel Radisson, na orla de Maceió. No entanto, a ausência mais comentada foi do prefeito da Capital, o radialista Cícero Almeida, que apesar de ser do PP continua declarando apoio à pré-candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que encabeça a chapa da chamada "Frente Popular". Em torno da pré-candidatura de Lessa estão ainda o PMDB, do senador Renan Calheiros, o PTB, do senador Fernando Collor e o PT, do deputado estadual Paulão.

 

O anúncio da aliança do PP com o PSDB reuniu as principais lideranças das duas legendas, secretários de Estado, prefeitos de vários municípios alagoanos, além de Vilela e Benedito de Lira. Em entrevista à imprensa, o presidente do partido disse que lamenta o prefeito não ter acompanhado essa decisão. "Vamos continuar esperando que ele (Almeida) mude de posição e se junte à nossa coligação", afirmou Lira, acrescentando que sempre defendeu à candidatura de Almeida ao governo do Estado.

 

21 prefeitos

 

"Como o prefeito Cícero Almeida abriu mão de disputar o governo do Estado pelo PP, o partido se sentiu a vontade para apoiar outra candidatura e optou pelo apoio à reeleição do governador Teotônio Vilela, que arrumou a casa e vem realizando uma boa administração", justificou Benedito de Lira, que deve ser candidato ao Senado, pela coligação. Segundo ele, a entrada do PP na coligação de Vilela representa o apoio de 21 dos 22 prefeitos do partido em Alagoas. Apenas o prefeito Cícero Almeida continua na frente de oposição.

 

No entanto, nem os dirigentes do PP e nem os tucanos descartaram a possibilidade de Almeida mudar de lado. "Em política, essas parcerias são feitas para que se arredonde ainda mais as ligações partidárias. Essa aliança tem como objetivo dar continuidade às ações desenvolvidas no governo de Teotônio Vilela e a entrada do PP nessa aliança só vem fortalecer ainda mais nossos projetos. Tenho certeza de que o prefeito Cícero Almeida irá se convencer de que nossos projetos são os melhores para Alagoas", argumentou Araújo.

 

Em seu discurso, Benedito de Lira disse que a decisão de integrar a coligação com o PSDB não foi uma escolha pessoal sua, mas de várias lideranças do PP. O deputado disse ainda que apesar da decisão do PP de Alagoas, o partido continuará fazendo parte da base do presidente Lula no Congresso. "Dentro do partido não tinha outra proposta senão essa. Só converse i com Lessa quando ele ainda pensava em ser candidato ao Senado. Depois que ele anunciou que disputaria o governo do Estado, não nos manifestamos mais", declarou Lira.

 

Nome do vice

 

Para Vilela, a aliança com o PP amplia o leque de partidos governistas e "reforça ainda mais a luta para colocar Alagoas no rumo certo". Vilela fez vários elogios ao presidente do PP e agradeceu a aliança formalizada com o partido. "O PP será essencial à nossa campanha pela reeleição e, em contrapartida, o deputado federal Benedito de Lira terá o nosso apoio total ao Senado", afirmou Vilela. Além de Lira, a coligação governista deverá ter o ex-deputado federal José Costa como candidato ao Senado, pelo PPS.

 

Sobre a escolha do nome do seu pré-candidato a vice-governador, Vilela disse não haver a menor pressa para decisões. "Ainda é muito cedo para decidir o nome do nosso vice-governador. Temos até junho para resolvermos qual nome será indicado. Ninguém decidiu ainda. Nem o ex-governador José Serra, nem a ex-ministra Dilma Roussef, por exemplo", afirmou Vilela. Nos bastidores, foi ventilado o nome do ex-governador Manoel Gomes de Barros como candidato a vice na chapa governista.

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