Presidente do PMDB diz que partido não é 'intocável'

Para o senador Valdir Raupp (RO), afastamento de dois envolvidos em denúncias demonstram que a legenda não está recebendo um tratamento especial no governo Dilma

Eduardo Bresciani, da Agência Estado

08 de agosto de 2011 | 19h42

BRASÍLIA - O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), reagiu às declarações da oposição e de integrantes do PR de que o partido tem sido tratado de forma privilegiada em relação a denúncias de corrupção. Raupp destacou que dois indicados do partido já foram demitidos do ministério da Agricultura e afirmou que está sendo dado o tratamento adequado às denúncias na pasta. "O tratamento está sendo dado. Duas pessoas ligadas ao PMDB foram afastadas. Nós não estamos colocando o PMDB como intocável, que não está imune a nada", disse Raupp. As demissões a que ele se refere são as de Oscar Jucá Neto e Milton Ortolan.

Raupp afirmou que não há discussão sobre a situação do ministro Wagner Rossi. Ele disse que Rossi fica "se não surgir fato novo". O presidente do PMDB destacou que o ministro estará no Senado na quarta-feira para dar explicações acerca das denúncias. Sobre as acusações de inchaço e de nomeações políticas no ministério, Raupp minimizou e destacou que isso acontece com outros partidos, como o PT. "O partido que tem o presidente, o governador, o prefeito, pode ter dois ou três mil cargos que não é fisiologismo. Se o aliado tem 20, 30 cargos, aí é fisiologismo. Isso não está certo", criticou. Ele afirmou ainda que a nomeação de parentes de políticos não é um problema, desde que os familiares tenham competência para a função.

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