Presidente do PMDB diz que partido discute fusão com seis legendas

Senador Valdir Raupp não quis revelar os nomes das legendas, mas afirmou que as conversas se intensificarão após eleições

Ricardo Brito - Agência Estado,

17 de julho de 2012 | 12h16

Brasília, 17 - O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou hoje que o partido discute se fundir com seis legendas. Raupp não quis revelar quais são os partidos que estão passando por tratativas com o PMDB, mas disse acreditar que as conversas serão intensificadas após as eleições municipais.

"Nós estamos conversando. Neste momento de eleição, não seria interessante dizer os nomes. Após as eleições, nos vamos intensificar as conversas e a possibilidade de fusão é praticamente real. Nós estamos conversando com meia dúzia de partidos", afirmou. Um dos partidos que participam dessas tratativas é o Democratas.

Raupp disse que há um "desconforto" de várias legendas com o que chamou de "pulverização de partidos". O presidente do PMDB afirmou que atualmente são 30 partidos disputando as eleições. "Esse número está excessivo. Estou sabendo que igrejas estão querendo criar novos partidos. Em 2014, podem criar mais meia dúzia de partidos. Vai virar uma torre de babel com todo respeito à democracia", avaliou.

Segundo o presidente do PMDB, as fusões no ano que vem poderiam reduzir este quadro partidário, fortalecendo os partidos. Para o peemedebista, a tendência para a eleição de 2014 é o partido encampar a reeleição da presidente Dilma Rousseff e, somente em 2018, almejar uma candidatura própria. Questionado sobre quais seriam os nomes, Raupp disse: "Não se forma liderança do dia para a Noite: (Michel) Temer, (Sérgio) Cabral, (Eduardo) Paes, (Gabriel) Chalita. Precisa projetar nomes para 2018".

Raupp disse que o PMDB espera eleger em outubro 1,2 mil prefeitos. O partido lançou cerca de 2,3 mil candidatos a prefeitos, 1,7 mil a vice-prefeitos e 41 mil candidatos a vereadores. O presidente do PMDB, que lançou hoje um novo site do partido integrado a redes sociais, se licencia nesta terça-feira do Senado para se dedicar às candidaturas da legenda.

O peemedebista afirmou ainda que não vê "nada demais" no fato de o partido presidir, a partir de 2013, a Câmara e o Senado ao mesmo tempo. Na Câmara, o nome do líder da bancada, Henrique Eduardo Alves (RN), está, segundo Raupp, "consolidado". E no Senado, completou, a praxe é a maior bancada lançar o candidato. Entre os potenciais postulantes, estão o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MA), que poderia reassumir o cargo de senador.

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