Dida Sampaio/AE - 29.06.2011
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Presidente do PMDB chora ao falar no Senado sobre situação de rodovia

Senador Valdir Raupp participou de audiência pública sobre problemas nas vias de escoamento da produção agrícola e disse ter se emocionado ao lembrar de acidentes na BR 364

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

01 de março de 2012 | 11h47

BRASÍLIA - O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), caiu no choro nesta quinta-feira, 1º, enquanto falava das "péssimas condições" da BR 364. O fato ocorreu durante realização de audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado sobre problemas nas vias de escoamento da produção agrícola da região Norte, com a participação do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Fraxe.

 

Raupp disse que não conseguiu se conter ao lembrar dos "muito amigos" que morreram na BR 364, que liga Mato Grosso ao Acre, passando por Rondônia. Ele disse que chorava igualmente pelas famílias que perderam seus entes queridos naquela rodovia. "Há duas semanas morreu um vereador de meu partido, Expedito Macedo; antes morreu um deputado do PT, Eduardo Valverde, e logo depois morreu o prefeito de Alto Alegre dos Parecis", relatou.

 

O senador lembrou que também morreram na rodovia "famílias inteiras", além de se repetir ali os acidentes com ônibus, um dos quais resultou na morte de 16 pessoas. Raupp informou que a média de falecimentos a cada ano, por causa de acidentes só no trecho de Rondônia, é de 200 pessoas.

 

O presidente do PMDB disse que há três anos vem cobrando providências do Ministério dos Transportes, a ponto de já ter levado a reivindicação a dez ministros, sem que nenhum deles tenha atendido a seus pedidos. "O DNIT diz que o projeto está sendo adequado. Agora o diretor-geral informa que o projeto está pronto para ser licitado. É uma rodovia aberta por Juscelino (Kubitschek) e asfaltada no governo do presidente José Sarney, mas nunca mais foi restaurada. São 30 anos sem recuperação", lamentou.

 

Raupp protestou contra a prática do governo de corrigir deficiências das estradas brasileiras, apenas "tapando buracos". "Tapar buraco não adianta, não funciona. Tem de haver a restauração, que é a reconstrução", insistiu.

 

 

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