Presidente do Instituto Lula defende origem lícita de doação da construtora Odebrecht

Sem citar o Instituto FHC, Paulo Okamotto disse que 'não é nossa' a experiência de pedir dinheiro a institutos de ex-presidentes

José Roberto Castro e Ricardo Galhardo, Estadão Conteúdo

22 de junho de 2015 | 16h02

São Paulo - O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse na tarde desta segunda-feira, 22, que o dinheiro doado pela Odebrecht para a organização que leva o nome do ex-presidente é da "origem mais lícita". Okamotto defendeu que o procedimento existe em vários países do mundo. 

"Essa experiência de pedir dinheiro para Instituto também não é invenção nossa, outros ex-presidentes já pediram", disse Okamotto, sem citar o Instituto do tucano Fernando Henrique Cardoso. 

O presidente do Instituto Lula disse que pediu dinheiro às melhores empresas de todos os setores, entre elas a empreiteira Odebrecht. Ele discorreu ainda sobre a função do instituto e sua atuação no Brasil e no exterior. 

"As contribuições são para continuarmos nosso trabalho de discutir democracia", disse Okamotto, amigo e um dos assessores mais próximos de Lula. O dirigente foi convocado a prestar esclarecimentos na CPI da Petrobrás. Em resposta, petistas articularam um pedido de convocação e quebra de sigilo de Sérgio Fausto, superintendente executivo do Instituto FHC.

Okamotto não quis comentar com os jornalistas sobre uma eventual preocupação da cúpula do Instituto com a prisão de Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Norberto Odebrecht, na 14ª fase da Lava Jato, deflagrada na sexta-feira, 19. 

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