Presidente do Incra não comenta declarações de Stédile

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, não quis comentar as declarações do coordenador do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, de que abril será um mês de ocupações. "Respeito todas as entidades", limitou-se a comentar ao ser questionadosobre a declaração de Stédile.Hackbart lembrou que o governo pretende cumprir a meta estabelecida no ano, que é a de assentar 115 mil famílias até dezembro. O presidente do Incra anunciou, também, a desapropriação, nos próximos dias, de 100 mil hectares do Sul do Pará para o assentamento de três mil famílias.Rolf Hackbart disse à Agência Estado que nenhum recurso do orçamento do orgão, de R$ 1,4 bilhão, foi contigenciado. Segundo ele, o Incra espera receber mais R$ 1,7 bilhão, ainda este ano, para ser usado na reforma agrária. "Nos últimos 20 anos os trabalhadores rurais se mobilizam entre abril e junho. Isso se intensificou depois do episódio de Eldorado do Carajás. Mas estamos fazendo nosso trabalho e isso é a solução para o conflito no campo. Ou seja, o fim dos conflitos dependerá do nosso trabalho. Por isso estou otimista", afirmou Hackbart.

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