Presidente do Incra chama servidores de ´oportunistas´

Rolf Hackbart critica grevistas que protestaram no Planalto, na última quarta

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h31

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, divulgou nota nesta sexta-feira, 29, criticando a manifestação dos servidores da autarquia durante a cerimônia de divulgação do Plano Safra 2007-2008, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quarta-feira. Hackbart chamou de "oportunista" a atitude dos servidores que participaram do protesto e disse que ela não contribui em nada para "a democracia" e a "reforma agrária", nem para o "fortalecimento e a imagem do Incra".Os servidores que realizaram a manifestação fazem parte do movimento grevista que paralisa o Incra há 40 dias, reivindicando plano de carreira, melhores salários e o fortalecimento da autarquia. Esta é a quarta greve de servidores que Hackbart enfrenta desde que assumiu o cargo, em 2003.Na nota divulgada, ele disse que nos últimos anos, juntamente com a direção do Ministério do Desenvolvimento Agrário, melhorou as condições salariais, pôs em andamento em plano de carreira e realizou dois concursos públicos para a contratação de mais funcionários. Paralelamente, o orçamento geral da autarquia triplicou e "milhares de famílias" foram incorporadas ao Plano Nacional de Reforma Agrária, que ele qualifica como "um dos programas prioritários" do atual governo.Protesto no PlanaltoNa última quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrentou protestos de servidores públicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Palácio do Planalto, e em discurso exaltado, voltou a defender a regulamentação da Lei de Greve no serviço público.No momento em que Lula discursava, seguranças se aproximaram dos manifestantes, que gritavam "Democracia, democracia!", e lhes arrancaram das mãos uma faixa que pedia aumento salarial. A cena se deu a cerca de 20 metros do presidente, e os gritos eram ouvidos em todo o ambiente.Ele chegou a afirmar que há servidores públicos que não sabem a razão de estarem em greve e citou entre eles funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).Os servidores estão em greve desde o dia 4 de maio e reivindicam a reestruturação das carreiras, a paridade entre aposentados e pensionistas nos dois órgãos e o cumprimento de acordos firmados em paralisações anteriores.

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