Presidente do DEM no DF tenta visitar Arruda e não consegue

Segundo advogado do governador do DF, o governador está abatido, mas se recupera bem da prisão

Agência Brasil,

14 de fevereiro de 2010 | 19h25

O presidente do Democratas no Distrito Federal (DF), Osório Adriano, tentou neste domingo, 14, sem sucesso visitar o governador licenciado, José Roberto Arruda (sem partido), que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi impedido de entrar por não ter o nome relacionado na lista de hoje de pessoas autorizadas a visitar o governador.

 

 

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Para fazer parte da lista, é preciso ter a autorização do advogado de defesa e da Polícia Federal. Osório Adriano evitou falar sobre a situação do partido no DF. Disse apenas que estava ali para fazer uma visita ao amigo.

 

Ele afirmou que o partido determinou que todos os filiados do DEM no DF, que estejam ocupando cargos no governo, deixe-os até quinta-feira (18). Na sexta-feira (12), o governador interino, Paulo Octávio, deixou a presidência do DEM.

 

Além de Osório Adriano, mais duas pessoas tentaram visitar o governador licenciado: uma professora identificada como Anita Grossi e um aposentado conhecido como Adilson Didi.

 

Arruda abatido

 

Arruda está abatido, mas vem se recuperando bem, e não tem feito perguntas sobre o noticiário que trata de sua prisão, disse o advogado Tiago Bouza, da defesa do governador licenciado.

 

Ele esteve na tarde deste domingo na Superintendência da Polícia Federal de Brasília, onde Arruda está preso desde quinta-feira (11). O advogado afirmou ainda que o governador licenciado tem consciência que pode ficar muito tempo preso.

 

Bouza disse que relatou para Arruda a situação do sobrinho e ex-assessor, Rodrigo Arantes, que está preso na Penitenciária da Papuda. Arantes é acusado de tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, testemunha do esquema de propina no governo do Distrito Federal, de acordo com as investigações da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

 

Segundo a Polícia Federal, Arruda permanece na sala da diretoria do Instituto Nacional de Criminalística, onde está preso, e, em nenhum momento, deixou o local.

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