Agência Senado
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Presidente do Conselho de Ética espera pedido de cassação de Aécio para comentar

Protocolo será feito pela Rede Sustentabilidade na tarde desta quinta; vice-presidente da Câmara prega cautela

Daiene Cardoso e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 11h35

BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), afirmou que vai aguardar o protocolo de pedido de cassação para se manifestar sobre o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG). 

"Não estou sabendo de nada oficialmente. Como de praxe, vou aguardar que cheguem os documentos para poder tomar uma posição sobre o caso", afirmou.

Como o presidente do Conselho de Ética é responsável por acatar ou rejeitar em primeira instância denúncias contra os senadores, ele preferiu não dar opinião no caso.

O pedido de cassação de mandato de Aécio será feito pela Rede Sustentabilidade na tarde desta quinta-feira, 18, conforme informações da assessoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A representação tem por base as recentes revelações da delação do dono do frigorífico da JBS, Joesley Batista, que entregou à Polícia Federal áudio em que o senador Aécio pede R$ 2 milhões de propina.

O delator aponta ainda que a propina teria sido repassada para o senador Zeze Perrella (PTB-MG). A Rede estuda entrar com representação também contra Perrella

Afastamento. Além da possibilidade de cassação pelo Senado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de Aécio Neves do cargo de senador. A notificação deve ser enviada à Secretaria Geral da Mesa do Senado ainda nesta quinta-feira. 

As bancadas do PSDB na Câmara e no Senado também se reúnem nesta quinta-feira para discutir o afastamento de Aécio do cargo de presidente do partido. Reservadamente, os parlamentares comentam que situação de Aécio é insustentável. 

Câmara. Já na Câmara, o vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (PMDB-MG), pregou nesta quinta-feira "serenidade" neste momento de turbulência política no País.

"É um momento de cautela, da gente não fazer nenhum prejulgamento", disse ao chegar à Câmara.

O peemedebista disse que é preciso confiar nas instituições e pregou que a Casa continue trabalhando, atuando inclusive para dar andamento à reforma da Previdência. "A Casa não tem que ficar paralisada", declarou.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda não veio ao seu gabinete, e sua agenda institucional não foi divulgada.

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