Presidente do Conselho de Ética deve unir ações contra Sarney

Paulo Duque quer juntar as representações do PSOL e do PSDB que tratam de acusações semelhantes

CAROL PIRES, Agencia Estado

29 de julho de 2009 | 17h40

Interlocutores do presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), informaram nesta quarta-feira, 29, à Agência Estado que o senador deve propor a unificação das representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que tratam de assuntos semelhantes. Enquadram-se neste caso quatro representações: duas delas - uma registrada pelo PSDB e outra pelo PSOL - pedem ao conselho que investigue a responsabilidade de Sarney na edição de atos secretos; e duas - também apresentadas cada uma por um destes partidos - pedem a apuração da possível participação de José Sarney no esquema de desvio de dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras pela fundação que leva seu nome.

 

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Duque, segundo os interlocutores, não estaria pensando em juntar a nenhuma dessas representações aquela em que o PSDB pede ao Conselho de Ética a apuração de suspeita de favorecimento do presidente do Senado a seu neto José Adriano Cordeiro Sarney, cuja empresa operava crédito consignado a servidores da Casa. Na avaliação do presidente do conselho, representações que tratam de assuntos distintos precisam de relatores diferentes, e juntá-las em um único processo seria um desrespeito aos autores.

Paulo Duque, apesar de ter a prerrogativa, como presidente do Conselho, de arquivar sumariamente as representações contra Sarney, não estaria disposto a enfrentar o desgaste político dessa opção. Ele estaria confiante em que, ao entregar aos conselheiros a decisão sobre as representações, a maioria deles pedirá o arquivamento delas. Dez dos quinze senadores do Conselho de Ética são da base aliada ao governo.

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