ADRIANO MACHADO|REUTERS
ADRIANO MACHADO|REUTERS

Presidente do Conselho de Ética decide até segunda-feira se aceita pedido de cassação de Jucá

Pedido foi protocolado pelo PDT após ex-ministro aparecer em gravações nas quais falava em 'trocar o governo' para 'estancar a Lava Jato'

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2016 | 13h20

BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), recebeu em mãos nesta terça-feira, 31, o pedido de cassação do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele informou ao Estado que tem até a próxima segunda-feira, 6, para decidir se acolhe ou rejeita o pedido.

Como de costume, e como foi feito no processo do ex-senador Delcídio Amaral, João Alberto enviou nesta terça a matéria para a advocacia do Senado, a quem pediu um parecer prévio. De acordo com o senador, ele tem até cinco dias úteis para tomar uma decisão.

Segundo o Código de Ética do Senado, representações contra senadores precisam ser avaliadas inicialmente pelo presidente da comissão, que tem a prerrogativa de aceitar ou rejeitar o pedido. Caso seja aceito, inicia-se um processo no Conselho de Ética com o sorteio de um relator. Caso seja rejeitado, cabe recurso ao plenário do colegiado. 

A representação contra o Romero Jucá foi feita pelo PDT na semana passada, protocolada pelo senador Telmário Mota (PDT-RR), rival local do peemedebista. O argumento é a quebra de decoro com a revelação de diálogos entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em que o peemedebista defende que é necessário "trocar o governo" para "estancar a Lava Jato". 

Jucá é um dos principais articuladores do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e considerado o homem forte do presidente em exercício Michel Temer. Após a divulgação dos diálogos, que iniciou a primeira crise do governo Temer, Jucá foi exonerado do cargo de ministro do Planejamento. 

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