ANDRE DUSEK|ESTADÃO
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Presidente do conselho diz que votação sobre processo de Cunha pode ficar para a próxima semana

José Carlos Araújo abrirá sessão nesta quarta para discussões, mas se Congresso iniciar a ordem do dia, votação deve acontecer na semana que vem

Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2015 | 12h52

BRASÍLIA - O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), decidiu que abrirá a sessão desta quarta-feira, 2, marcada para 14h30, mesmo se houver sessão conjunta do Congresso Nacional. A ideia de Araújo é esgotar as discussões do parecer prévio que pede a admissibilidade do processo por quebra de decoro parlamentar do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Assim, quando iniciar a ordem do dia no Congresso, o Conselho terá pendente apenas a votação do relatório. Neste caso, a votação deve acontecer na semana que vem.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou sessão conjunta para as 12h de hoje, mas até a publicação desta reportagem o plenário da Câmara estava ocupado por uma sessão solene da Frente Parlamentar Mista pela Liberdade Religiosa. A preocupação dos adversários de Cunha é não conseguir votar o relatório preliminar hoje, uma vez que a sessão do Congresso impede a realização de outras sessões deliberativas no Parlamento.

Na tentativa de evitar um atraso ainda maior na apreciação do parecer do relator Fausto Pinato (PRB-SP), o presidente do Conselho de Ética encerrou ontem todas as inscrições para debates sobre o relatório e pretende dar continuidade hoje às discussões. Araújo não pretende colocar a matéria em votação nesta quinta-feira, 3, quando a Casa começa a se esvaziar. Ele disse não temer críticas se a votação ficar para a próxima semana. "Recuar também é golpe", disse o deputado usando como referência um ensinamento da capoeira.

A preocupação de Araújo é que a defesa de Cunha não questione o trâmite processual no Conselho de Ética. Ele avisou que não colocará para apreciação o voto paralelo do deputado Wellington Roberto (PP-PB) porque o parlamentar já defende uma punição ao peemedebista ainda que branda. Araújo explicou que, nesta fase, os conselheiros têm apenas duas opções de voto: arquivar ou dar prosseguimento à ação contra o parlamentar. Mesmo que o parecer de Pinato seja rejeitado, o presidente do colegiado ainda pode escolher um novo relator para fazer um novo parecer sobre a admissibilidade do caso. 

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