Presidente do Banco Mundial elogia o Bolsa-Família

Para Robert Zoellick, projeto 'mostra que se pode fazer verdadeira diferença com programas modestos'

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

23 de abril de 2009 | 12h07

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, elogiou em discurso nesta quinta-feira, 23, o Bolsa-Família, implantado no Brasil, citando o programa como um dos exemplos de projetos de transferência de renda para suporte e segurança social. O México também foi lembrado por seus programas. Ele disse que este tipo de programa, com destinação de recursos equivalente a "menos de 1,5% ou 1% do PIB" do país em que é implementado, "mostra que se pode fazer verdadeira diferença com programas modestos".

 

Zoellick disse ainda que o Banco Mundial irá ampliar financiamento para o Brasil, mas não citou valores específicos que serão direcionados ao País. O chefe do Bird afirmou que a América Latina como um todo deve receber US$ 35 bilhões ao longo de dois anos.

 

Zoellick reconheceu que o Brasil começou a crise "em posição melhor, pois nos últimos 10 anos fez muito para desenvolver reservas internacionais, melhorou produtividade, tem o tipo de programa que mencionei (social), mas inevitavelmente será também atingido pela crise mundial". O País, continuou o executivo, "tem a vantagem de ter uma economia de dimensão continental, então pode depender mais da demanda doméstica".

 

No entanto, Zoellick observou que, mesmo com a população crescente de renda média, ainda há "muitas pessoas pobres. E, muito destes pobres, têm muito pouco ou nenhum amortecedor (proteção contra a crise)". Ele comparou os efeitos da crise nos países desenvolvidos, citando que nestas economias a população perde casas e carros.

 

Quando o choque atinge as economias em desenvolvimento, "não há lugar para se ir, não tem comida, não tem proteção. Então este é um exemplo de onde precisamos trabalhar com as autoridades brasileiras", afirmou. Segundo o presidente do Banco Mundial, o País "tem boas estruturas em ação, mas precisa assegurar que haja o recurso necessário".

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