Presidente do Banco do Brasil nega caça a petistas

O presidente interino do Banco do Brasil (BB), Antônio Francisco de Lima Neto, afirmou que são injustas as acusações de que houve um aparelhamento na estrutura executiva da instituição. "Os cargos executivos no BB são ocupados por critérios técnicos. Há um processo de seleção, que não é simples, para que o funcionário ocupe determinada função", argumentou. Segundo ele, os postos executivos no BB são caracterizados por funções em que, no mínimo, o empregado se reporta diretamente a um diretor.Lima Neto afirmou que pretende manter a equipe atual, se for confirmado no cargo, inclusive os vice-presidentes Adézio Lima e Luiz Oswaldo, que são ligados ao PT. "São técnicos excelentes", elogiou.De acordo com ele, é uma injustiça dizer que o ex-presidente do BB, Rossano Maranhão, foi um "caçador de petistas" dentro da estrutura do banco. "Ele nunca olhou vinculação partidária." Para Lima Neto, como o banco se pauta por critérios técnicos para nomear seus executivos, não é razoável falar em "despetização".Questionado sobre o fato de que os escândalos nos quais o BB foi mencionado tiveram participação sempre de funcionários ligados ao PT, ele respondeu que, todo dia, a instituição lida com erros de alguns de seus 80 mil empregados e que as falhas estão sendo apuradas. "Tem gente boa do PT e de fora do PT. Os executivos que temos são bons profissionais", disse Lima Neto, que informou não ter vínculo com nenhum partido político e alegou que a ausência de dois vice-presidentes ligados ao PT, no café da manhã realizado nesta sexta-feira com a imprensa, ocorreu porque eles estavam fora de Brasília, em compromissos do banco.Especificamente sobre os ex-diretor do BB Expedito Veloso, envolvido no escândalo do dossiê Vedoin, o executivo classificou o episódio de uma "conduta pessoal", que não tem relação com o banco.

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