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Presidente diz que projeto de exploração mineral terá de esperar algumas semanas para ir ao plenário

Governo tem utilizado o discurso de que é preciso fazer exploração mineral em terras indígenas para ajudar o Brasil a superar a dependência brasileira de fertilizantes russos; projeto é criticado por ambientalistas

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2022 | 22h55

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 10, que o projeto de lei que autoriza a exploração mineral em terras indígenas terá de esperar algumas semanas para ir a plenário. Criticado por ambientalistas, o texto teve o requerimento de urgência aprovado pela Câmara ontem.

“Eu acredito que vai ter que esperar algumas semanas para ir ao Plenário, para amadurecer mais um pouco”, declarou o presidente em transmissão ao vivo nas redes sociais. “Mesmo aprovando esse projeto, vai levar dois ou três anos para começar a produzir algo”, completou. 

O governo tem utilizado o discurso de que é preciso fazer exploração mineral em terras indígenas para ajudar o Brasil a superar a dependência brasileira de fertilizantes russos, cuja oferta foi estrangulada pela guerra na Ucrânia e pelas sanções impostas a Moscou, que deu início ao conflito.

A maior parte das reservas de potássio, matéria-prima de fertilizantes, não está, no entanto, nas regiões de posse dos indígenas. De acordo com Bolsonaro, o projeto de lei em análise também vai permitir a construção de uma usina hidrelétrica no Rio Cotingo, que fica na região amazônica.

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