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Presidente diz que deixará novo paradigma de governo

Lula ataca antecessores em inauguração de obra do PAC ao lado de Dilma

Por Evandro Fadel
Atualização:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em Florianópolis que seu governo estabeleceu novo "paradigma". "Até outro dia, quem entrava no governo olhava o que foi feito no outro: nada", afirmou. "Quem vier depois de nós vai dizer: eu vou ter que trabalhar porque o paradigma é outro." A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, acusada por opositores de fazer campanha antecipada ao viajar com o presidente, também o acompanhou a Florianópolis e garantiu que não vai deixar de percorrer o País. Eles foram à inauguração de uma linha de transmissão de energia ligando o continente a Florianópolis. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e custa R$ 172 milhões. "Fico feliz por passar para a história como o presidente que, junto com o Estado e a Eletrobrás, garantiu que Florianópolis não terá mais apagão." "Quando acontecem coisas erradas, tem de encontrar um culpado rapidamente, começa com o prefeito, passa para o governador e passa para o presidente, que não tem para quem repassar", disse Lula. "Eu nem para o Obama posso passar, porque ele é mais novo que eu, mais inexperiente que eu." "Tem gente torcendo: graças a Deus vai ter um desempregozinho e o governo vai se ferrar", alegou. E reiterou ter razões para estar feliz. "Os que querem que eu apareça triste vão sofrer muito." Dilma também atacou os governos anteriores, pelo corte de investimentos. Segundo ela, a intenção dos tucanos era privatizar a Eletrobrás. "Por isso, foi proibida de investir em transmissão", disse. "Mudamos o padrão." G-20 Lula declarou que o Brasil terá "autoridade moral" na reunião do G-20, em 2 de abril, em Londres. "Este país tão humilde e tão achincalhado, quando sentar à mesa do G-20, terá mais autoridade moral para falar como se cuida de um país." "Vamos levar o Brasil como exemplo. Graças a Deus não privatizamos o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES", disse o presidente. "Se os Estados Unidos ou a Alemanha tivessem 50% dos créditos internos em bancos públicos, não estariam passando pela crise que passam por falta de crédito." Segundo Lula, por muitos anos os bancos deram palpite no Brasil: "Como se fôssemos um bando de analfabetos e eles fossem graduados, doutorados para cuidar do Brasil." E completou: "No Brasil tem um tipo de gente que adora puxar saco de coisas estrangeiras e falar mal das coisas brasileiras."

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