Presidente Dilma defende cooperação para sair da crise

A presidente Dilma Rousseff destacou, nesta quarta-feira, em Paris, a necessidade de cooperação entre os países para sair da crise e disse que o Brasil vem fazendo sua parte para retomar o crescimento. "O Brasil tem mantra. Crescimento se faz com geração de emprego e distribuição de renda", disse a presidente durante seminário na sede do Movimento de Empresas da França (Medef). "Meu País vem fazendo a sua parte no esforço para retomar o crescimento", acrescentou.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER E AE, Agência Estado

12 de dezembro de 2012 | 09h01

Dilma citou as "falácias" e lembrou a importância de se fazer consolidação fiscal, observando, no entanto, que tal consolidação só é feita de forma adequada quando se dá em um quadro de crescimento. Segundo ela, é possível compatibilizar crescimento com distribuição de renda e crescimento com estabilidade macroeconômica.

A presidente falou ainda que o Brasil e a França podem intensificar a cooperação em várias áreas e aproveitar as oportunidades de investimentos. "Brasil e França precisam intensificar investimentos recíprocos em áreas estratégicas", disse. "Há grande potencial entre Brasil e França, na área aeroespacial, mineral e de alimentos", citou.

Dilma ressaltou que o Brasil tem feito investimentos de modo crescente na França e que o fórum lançado entre os dois países oferece impulso para a cooperação entre os dois países. "Não só vamos refletir sobre a crise, mas vamos propor novas oportunidades que essa crise nos abre", completou.

Gargalos

Segundo a presidente Dilma, o governo brasileiro está empenhado em resolver gargalos da infraestrutura de modo a criar condições para o crescimento. "Nós queremos uma economia flexível, capaz de gerar inovação, ciência e tecnologia. Queremos economia desburocratizada", disse. "Por isso, é importante a redução do custo de capital. Tínhamos uma das taxas de juros mais elevadas. Se caminhamos para uma trajetória prudente no sentido de convergir essa taxa para patamares internacionais, nós não estamos tendo canibalização da nossa indústria", acrescentou.

Segundo Dilma, investimento e infraestrutura são estratégicos para que o Brasil se torne economia que "possa dobrar renda per capita em horizonte de até 20 anos". "Nós também queremos construir um ambiente extremamente seguro e amigável para investimento privado", disse. "Temos de ter um imensa atenção, dedicação, com nossos portos", mencionou durante seu discurso na sede do Movimento de Empresas da França (Medef).

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