Presidente deve ir a Davos no esforço de ampliar diálogos

Segundo auxiliar de Dilma, ela tentará atrair investimentos,além de fazer acenos ao mercado financeiro

RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2015 | 02h03

Após semanas de articulação política em Brasília para definir a nova equipe de governo, interrompidas por dois períodos de descanso na Base Naval de Aratu, na Bahia, a presidente Dilma Rousseff retomará neste mês a rotina de viagens, com a previsão de agenda internacional - em Davos e na Costa Rica - e de inauguração de uma das principais vitrines de campanha: a primeira Casa da Mulher Brasileira.

Em um momento marcado pelo pessimismo na economia, Dilma deve marcar presença pelo segundo ano consecutivo no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que ocorre de 21 a 24 de janeiro. Segundo um auxiliar da presidente, o objetivo da viagem é intensificar o esforço do governo em promover ajuste nas contas públicas, além de atrair investimentos e fazer acenos ao mercado financeiro. Em seu quinto ano de governo, esta será a segunda vez que Dilma irá a Davos - a primeira foi em 2014.

Depois de Davos, Dilma deverá ir à 3.ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, que ocorrerá em São José, na Costa Rica, em 28 e 29 de janeiro. O principal tema do encontro será o combate à pobreza - são esperados chefes de Estado de 33 países da América Latina e do Caribe.

Dilma também deve comparecer à posse do presidente reeleito da Bolívia, Evo Morales, retribuindo a presença de Evo em sua posse, na quinta-feira passada, em Brasília. A posse de Evo está marcada para o dia 21 de janeiro nas ruínas de Tiwanaku, sítio arqueológico pré-colombiano; no dia seguinte, haverá solenidade na Assembleia Legislativa Plurinacional, em La Paz.

Violência. Na próxima semana, a agenda da presidente prevê viagem a Campo Grande (MS) para inaugurar a primeira unidade da Casa da Mulher Brasileira, espaço que reunirá os principais serviços para atendimento integral de vítimas de violência, informou ao Estado a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci. O projeto faz parte do programa Mulher, Viver sem Violência, lançado por Dilma em março de 2013.

A presidente havia prometido entregar 27 unidades da Casa da Mulher Brasileira no fim do primeiro mandato. Mas, segundo a secretaria, processos licitatórios "frustrados" e problemas operacionais "imprevisíveis" prejudicaram o cumprimento do cronograma. A Casa da Mulher Brasileira apareceu no horário eleitoral da petista em outubro como "ideia nova" para um segundo governo.

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