Presidente deixou de usar maioria para mudanças

O presidente Lula faz discursos a favor da reforma política desde o início do primeiro mandato, mas em quatro anos não usou a força da coalizão que o apóia nisso. "Sem a reforma política, a democracia estará fragilizada", afirmou em maio de 2003. "É evidente que nossas instituições têm que ser reforçadas", disse em junho de 2005 - período em que o PT justificava-se no escândalo do mensalão sustentando que a crise era de todo o sistema. "É evidente que uma reforma política se faz imprescindível."Após a reeleição, o Planalto apresentou a reforma política como prioridade. Chegou a ser cogitada constituinte com esse fim. Nas conversas para formar a coalizão, Lula exigia compromisso com a reforma. Mas, no início deste mês, o líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio, anunciou ao conselho político: "A reforma foi para o beleléu".

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