Presidente de ONG diz que negros conseguiram poucas vitórias

"Ser negro no Brasil é resistir e enfrentar as danosas conseqüências do racismo. É se capacitar para garantir sua inclusão social e ser respeitado na sociedade brasileira", afirmou a presidente da Sociedade de Cultura Dombali, Regina dos Santos. Ela entende que os negros conseguiram poucas vitórias desde que a escravidão terminou no Brasil, há 116 anos, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que libertou os escravos. Regina acredita que a formulação de políticas públicas, que visem o desenvolvimento sócio-econômico e cultural, pode reverter a situação atual do negro no País.A Dombali trabalha há 14 anos no combate à discriminação racial e para a promoção da cultura negra. A presidente da ONG considera que o Brasil ainda é um país racista, por conta da sua grande história de escravidão e pela forma como as relações sociais se desenvolveram por conta disso. "O Brasil demorou muito a reconhecer o mau que fez à população negra, mas já é o primeiro passo para a mudança", explica. Regina ressalta, ainda, que hoje a discussão em torno de políticas de inclusão social para negros e afro-descendentes são fruto da luta empreendida pelos movimentos raciais organizados.De acordo com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, o 13 de maio não é motivo de grandes comemorações para o País. "A abolição da escravidão no Brasil foi um fato histórico importante. No entanto, nós ainda vivemos uma situação de extrema exclusão", afirma.

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