Presidente de CPI vai pedir cassação de Maluf e Pitta

O presidente da CPI da Educação, vereador Carlos Giannezi (PT), afirmou hoje que vai pedir a cassação dos ex-prefeitos Paulo Maluf (PPB) e Celso Pitta (PPB) por improbidade administrativa, já que os dois não teriam aplicado em educação os 25% do orçamento municipal determinados pela Constituição brasileira.Maluf prestou depoimento hoje, durante mais de quatro horas, à CPI da Câmara Municipal, e negou que tivesse deixado de aplicar os 25% do orçamento na educação durante sua gestão na Prefeitura de São Paulo. O ex-prefeito garantiu que investiu "muito mais do que isso" no setor. De acordo com ele, a verba para estes investimentos saiu de outras secretarias e não só da Secretaria da Educação, o que teria gerado o que ele chamou de uma mera questão contábil.A CPI acusa o ex-prefeito de ter deixado de aplicar R$ 280 milhões em educação só entre os anos de 96 e 97. Maluf disse que investiu "muito mais" até que os 30% determinados pela Lei Orgânica do Município de São Paulo.Os argumentos não convenceram Giannezi. O vereador afirmou que no relatório final que encaminhará ao Ministério Público pedirá a cassação dos dois ex-prefeitos. Mas reconheceu que sua opinião não é unânime dentro da CPI. "Há vereadores que pensam diferente, mas esta é a minha posição, como presidente", justificou ele.Durante as quatro horas de seu depoimento, Maluf aproveitou-se várias vezes de questões estrategicamente lançadas por vereadores do PPB para tecer longos discursos sobre o seu governo. "Ninguém investiu mais e cuidou mais da educação em São Paulo do que Paulo Maluf", repetiu em várias ocasiões.

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