Divulgação/Agência Câmara
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Presidente de CPI da Petrobrás estuda nomes para sub-relatorias

Hugo Motta (PMDB-PB) diz que respeitará a proporcionalidade dos blocos de partidos formados na Casa; nomes serão apresentados na próxima quinta

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

03 de março de 2015 | 21h59

Brasília - O presidente da CPI da Petrobrás, Hugo Motta (PB), estuda os nomes que ocuparão as quatro sub-relatorias que criará para complementar o trabalho do relator da CPI da Petrobrás, Luiz Sérgio (PT). Ele diz que respeitará a proporcionalidade dos blocos de partidos formados na Casa. Os nomes serão apresentados na próxima sessão, nesta quinta-feira, 5.

Até agora, ainda não foram feitos convites, apenas sondagens. Um dos consultados foi o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que se reúne nesta quarta-feira, 4, com Motta. "Não tenho medo de encarar", disse Sá.


As sub-relatorias investigarão cada um dos objetos de requerimento de criação da CPI: superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias; constituição de subsidiárias e sociedades para prática de atos ilícitos; superfaturamento e gestão temerária na construção de navios; e irregularidades na venda operação da companhia Sete Brasil e na venda de ativos da Petrobrás na África.

O PT é contrário à criação as sub-relatorias, pois elas enfraquecem o trabalho de Luiz Sérgio, ex-ministro de Relações Institucionais do primeiro mandato de governo da presidente Dilma Rousseff, que assumiu a função na semana passada sob suspeição de seus colegas por ter apresentado um relatório considerado brando na CPI dos Cartões Corporativos e por ter recebido em sua campanha doações de empresas investigadas pela Operação Lava Jato.

Requerimentos. Até a noite desta terça-feira, 3, 257 requerimentos haviam sido protocolados. A maioria apresenta convites e convocações de pessoas supostamente envolvidas no esquema de corrupção na Petrobrás.

Na próxima sessão, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) apresentará duas novas solicitações. Como muitos pedidos são para ouvir pessoas que estão presas no Paraná, ele vai propor que, em vez de os detidos serem levados a Brasília, o que exigiria gastos de transporte e segurança, representantes da CPI iriam a Curitiba utilizando a verba a que já têm direito pela cota parlamentar.

"Ir a Curitiba dá a possibilidade de conversar com Sérgio Moro (juiz responsável pela Operação Lava Jato) e poder ouvir a manifestação dos envolvidos que estão detidos", justificou Delgado.

Ele também vai propor que a CPI seja acompanhada por representantes de Polícia Federal, Ministério Público Federal, Procuradoria-Geral da República e Tribunal de Contas da União. "Eles participam da reunião, dão apoio com informações. Não precisa ficar requisitando. Se toda vez tiver que ficar pegando documento para municiar a CPI, ela não anda. A gente pode ter as informações mais rapidamente", afirmou o deputado, lembrando que esse tipo de assessoramento já ocorreu em CPIs passadas, como a da Pirataria.

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