Presidente da Varig defende mercado aberto para o setor

O presidente da Varig, Ozíres Silva, defende que a legislação que está sendo elaborada pelo Congresso Nacional para o transporte aéreo siga os parâmetros internacionais, de preferência o modelo americano, que possui um mercado totalmente aberto. Para o presidente da Varig, a abertura do mercado é um requisito essencial para que o setor no País possa se alavancar e tornar-se competitivo. "O avião atravessa fronteiras", disse Silva. "Não poderemos ter uma regulamentação diferente entre os países."Ozíres Silva também combate a proposta de licitação das linhas aéreas, que está no texto do projeto em discussão no Congresso. Segundo ele, uma empresa que tenha a concessão do trajeto Porto Alegre-Curitiba, por exemplo, terá prejuízos financeiros caso não possa operar no transporte aéreo entre Curitiba e São Paulo. "O meu avião terá que seguir vazio de Curitiba para São Paulo", avaliou. "Isso não existe em nenhum lugar do mundo." Ozíres Silva argumentou também que o princípio da licitação é que haja um único vencedor na disputa. Com essa limitação, o governo estaria impedindo a concorrência, o que traria sérios prejuízos para a população já que ficaria à mercê de uma única companhia aérea.Na avaliação do presidente da Varig, o setor de aviação no Brasil precisa apenas de alguns ajustes para que se tornar competitivo. Um dos pontos que favorecem as companhias americanas é o baixo custo para manter as linhas aéreas, lembra Ozires Silva. Segundo ele, as empresas usam aeronaves mais antigas nos Estados Unidos, que têm manutenção mais cara, mas conseguem operar com resultados financeiros satisfatórios. No Brasil, os aviões embora sejam mais novos, o custo do transporte não é tão convidativo.

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