Epitácio Pessoa/AE
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Presidente da UGT levanta alerta 'Se liga, Dilma' e fala em 'dia de reflexão'

Ricardo Patah afirmou que movimento criado pelas centrais não deseja pedir saída da presidente Dilma Rousseff

Carla Araújo, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 13h10

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, afirmou nesta quinta-feira, 11, dia em que protestos são realizados em todo o País por centrais sindicais e organizações de classe, que o movimento criado pelas centrais não tem por objetivo pedir a saída da presidente Dilma Rousseff.

"Nós não queremos um 'Fora, Dilma', estamos falando em um 'Se liga, Dilma', porque a gente não critica a presidente e sim as políticas do governo", afirmou Patah. Ele criticou a elevação da taxa de juros. Nessa quarta-feira, 10, o Banco Central anunciou o terceiro aumento de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic, para 8,5% ao ano.

Patah disse ainda que a presidente precisa "enquadrar" os ministros para melhorar suas políticas, mas preferiu não mencionar nenhum ministro especificamente. Além das questões econômicas, o presidente da UGT defendeu a realização de uma reforma política. Sem dar detalhes, disse que tal reforma seria necessária pois o congresso não esta alinhado com os anseios da população.

Segundo Patah, a UGT mobilizou cerca de 10 mil trabalhadores para os atos desta quinta-feira. "Estamos colocando para fora o que estava entalado na garganta", disse. Questionado se o movimento teria ficado aquém das expectativas, Patah disse que desde o início a movimento pretendia ser "um dia de reflexão". "Nunca falamos em greve geral e em trazer o caos para a cidade", disse.

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