Presidente da UDR acusa fiscais de radicalismo

Em pé de guerra com a fiscalização contra o trabalho escravo, a União Democrática Ruralista (UDR) acusa fiscais de radicalismo e nega trabalho escravo em terras de produtores rurais. "Não acredito que haja trabalho escravo no Brasil por parte dos produtores rurais", diz o presidente da UDR, Luiz Antônio Nabhan Garcia. Nabhan diz que a "ala radical do Congresso" busca pretexto para tomar terras de fazendeiros - há projeto que prevê isso em casos de condenação judicial por trabalho escravo. O lobby da bancada ruralista, porém, mantém a proposta engavetada há 2 anos.Nabhan justifica que as irregularidades são simples e facilmente regularizadas. "Isso (trabalho escravo) pode existir lá com madeireiros, que exercem atividade ilegal. Aí sim, cometem irregularidades. Mas acusar produtor rural de fazer isso é um absurdo."Segundo Nabhan, os fiscais autuam o dono da terra "sendo que nem é ele quem contratou os peões". "Em geral é uma empreiteira, que chamamos de gato, quem contrata." A terceirização da mão-de-obra é apontada pela Justiça como artimanha para se livrar de condenações.

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