Paulo Liebert/AE
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Presidente da OAB lamenta ameaças relatada por Catta Preta

'Estamos atentos e, em se comprovando as ameaças, em se identificando causadores de tal situação, deve haver responsabilização. A lei deve valer para todos', disse Marcus Vinícius Furtado Coêlho

Daiene Cardoso e Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 19h46

Brasília - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coêlho, comentou nesta sexta-feira, 31, as ameaças relatadas pela colega Beatriz Catta Preta, ex-defensora de nove delatores da Operação Lava Jato. "É lamentável que um colega de profissão deixe suas atividades sob essa alegação, sob esse tipo de situação. Estamos atentos e, em se comprovando as ameaças, em se identificando causadores de tal situação, deve haver responsabilização. A lei deve valer para todos", disse Coêlho.

A advogada afirmou ao Estado que renunciou à defesa dos delatores da Operação Lava Jato porque "teme sofrer algum tipo de violência". "Sou ameaçada de forma velada, insistentemente, por pessoas que se utilizam da mídia para tanto, bem como pelas declarações de políticos membros da CPI", afirmou Catta Preta.

A criminalista foi convocada a depor na comissão que investiga o esquema de corrupção na Petrobras para explicar a origem de seus honorários, mas a OAB conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus preventivo que a desobriga de falar sobre o assunto na CPI. "A grande preocupação da OAB diz respeito às prerrogativas dos advogados. O sigilo entre advogado e o cliente é uma garantia do próprio cidadão, para ter respeitado o seu direito de defesa", destacou Coelho.

O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), negou hoje perseguição à advogada e disse que não contestaria a decisão do STF. O peemedebista disse que a presença de Catta Preta na comissão servirá para que ela revele a origem das ameaças. A oitiva da advogada ainda não foi agendada.

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