Presidente da OAB do Espírito Santo terá segurança reforçada

O presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Agesandro da Costa Pereira terá a segurança reforçada pela Polícia Federal, depois que uma bomba explodiu, na quinta-feira, na sede da Ordem, no centro de Vitória. Na tarde desta sexta-feira, Agesandro esteve na Polícia Federal no Espírito Santo e pediu que a PF também dê proteção à sede da OAB. Agesandro rejeita segurança prestada pelos órgãos estaduais. "Com a segurança deles eu passo a correr é risco. Qualquer coisa que venha deste governo não é confiável. A Polícia Federal é que tem que me dar proteção", disse o presidente. O governador José Ignácio Ferreira (PTN) evitou polemizar as declarações de Agesandro. Ele informou que independente da vontade do presidente da OAB-ES, as polícias Militar e Civil estarão cumprindo o seu papel. Nesta sexta-feira a chefe da Polícia Civil no Estado, delegada Almerinda Capeli Saué determinou que as investigações sobre o atentado façam parte de um inquérito já existente da Polícia Civil, que apura as ameaças sofridas pelos integrantes da OAB-ES. O delegado André Luiz Reis Neves será o responsável pelas investigações. Neves informou que pretende cooperar com a PF e que irá solicitar à PF cópias das provas periciais para embasar as investigações na Polícia Civil. Segundo a assessoria da PF, a segurança do presidente, foi determinada pelo Ministério da Justiça e será reforçada, no entanto, a proteção da sede da OAB-ES ainda será estudada pelos agentes e delegados que compõem a missão especial criada pelo Ministério da Justiça com o objetivo de combater o crime organizado no Espírito Santo. Todos os conselheiros e diretores da Ordem no Espírito Santo vêm sendo alvo constantes ameaças pelo telefone. Um dia antes da explosão, uma pessoa chegou a ligar para o celular de um dos conselheiros anunciando o atentado. Nesta sexta-feira, a PF instaurou um inquérito para apurar o atentado. O nome do delegado responsável pelo caso e todas as informações sobre a investigação estão sendo mantidas em sigilo. Os agentes federais apreenderam no prédio onde funciona a OAB-ES uma fita de VHS com imagens de todas as pessoas que entraram e saíram do edifício no momento da explosão. Os policiais recolheram no banheiro onde ocorreu a explosão resíduos do material explosivo e ainda um bilhete, endereçado ao presidente da OAB-ES. O conteúdo do bilhete também não foi divulgado.

Agencia Estado,

26 Julho 2002 | 19h57

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