Presidente da OAB condena atos do MST e cobra ação do Estado

Britto também apontou ausência do Estado em reprimir e investigar os crimes cometidos pelo movimento social

Gustavo Uribe, da Agência Estado

05 de março de 2009 | 17h32

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, condenou nesta quinta-feira, 5, durante entrevista coletiva, atos de violência atribuídos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que culminaram na morte de quatro pessoas no interior de Pernambuco em menos de dois meses. "Violência não tem ideologia. Ela é crime e deve ser condenada e punida, venha de onde vier", avaliou. O presidente nacional da OAB também apontou a ausência do Estado em reprimir e investigar os crimes cometidos pelo movimento social, o que, para ele, acaba fomentando um clima de selvageria na região. "Impunidade e ausência de Estado convergem para tornar o ambiente social propício à ação da violência. É a política em estado selvagem", criticou. A declaração de Britto se une à afirmação do vice-presidente da instituição, Vladimir Rossi Lourenço, que na última quinta-feira (26) condenou o MST após receber a informação da morte de seguranças de uma fazenda em São Joaquim do Monte (PE), supostamente pelos sem-terra. "A OAB condenou o crime dos integrantes do MST no primeiro instante e reitera sua condenação à violência, ao mesmo tempo em que apela para que o Estado se faça presente na intermediação desses conflitos, de modo a favorecer uma solução política justa e civilizada", sustentou Britto.

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