Presidente da OAB cobra aumento salarial para magistrados

Para Ophir Cavalcanti, reajuste solicitado pela categoria garantirá 'melhor atuação' dos profissionais; Dilma é contrária ao pedido

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

19 de dezembro de 2011 | 12h41

BRASÍLIA - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, defendeu nesta segunda-feira, 19, a aprovação do reajuste salarial para os magistrados. Na visão dele, o aumento garantirá uma melhor atuação dos profissionais. "Para ter liberdade e independência, juiz tem que ganhar bem", disse.

Ele criticou a posição do Executivo de se contrapor às decisões salariais do Judiciário. "O reajuste é um direito, não é um favor. É necessário que o Executivo entenda que o Judiciário tem autonomia, e como tal precisa respeitar as determinações do Poder Judiciário", argumentou. Na sexta-feira, 16, a presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar que não é o momento para categorias pedirem aumento.

Ophir reconheceu haver "gordura" nos gastos do Poder Judiciário, mas reiterou que não se pode resolver este problema "em cima da remuneração dos juízes".

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, destacou que o tema está sob apreciação do Congresso, mas enfatizou que o cenário de crise econômica mundial dificulta o atendimento à demanda. "Temos de ser comedidos", disse Cardozo. O presidente da OAB e o ministro da Justiça participaram nesta segunda da posse da nova ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, que assumiu o cargo na vaga deixada por Ellen Gracie. No momento da cerimônia, cerca de dez servidores do Judiciário fizeram protesto pelo reajuste.

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