Presidente da Funasa é exonerado do cargo

O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, não é mais Paulo de Tarso Lustosa da Costa. A exoneração dele do cargo, assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi publicada na edição desta quarta-feira, 28, do Diário Oficial da União. Não foi publicado o nome do substituto.Lustosa já estava com os dias contados, porque o órgão tornou-se alvo da disputa entre três setores do PMDB, partido que hoje comanda a entidade, e uma ala do PT, como parte da divisão dos cargos de segundo escalão. Ele era apadrinhado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Sobre o sucessor, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), não abre mão da indicação. A fundação é dona de um orçamento de R$ 1,5 bilhão para investimentos este ano. Certo de que manterá o controle da instituição, o PMDB dedicou R$ 69 milhões em emendas ao Orçamento da União para engordar o orçamento da fundação.Além disso, na semana passada, a bancada sanitarista do PT fez chegar ao ministro Temporão seu interesse em retomar o controle da fundação. O PT, que está à frente de várias coordenações estaduais, casos do Acre, Pernambuco e Rio Grande do Sul, entre outros, colocou lá outros R$ 25 milhões. Com os recursos provenientes de emendas parlamentares ao Orçamento da União, a Funasa mantém 9 mil convênios com municípios espalhados por todo o País, no valor médio de R$ 330 mil cada um.Essa vocação para pequenas obras nas bases eleitorais dos parlamentares é de grande utilidade para projetos de poder que envolvam expansão ou reforço da influência política dos partidos no interior do País. Em 2007, estão previstos R$ 481 milhões para obras de saneamento e outros R$ 167 milhões estão reservados para ampliação de redes de abastecimento de água.(Com Sônia Filgueiras Christiane Samarco)Texto ampliado às 15h50

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