Presidente da CUT diz que não esperava violência em ato pró-Lula

'Eu espero que não tenha tido nenhuma violência, que a gente tenha ficado na democracia, cada um tem a sua opinião e o poder público tem que garantir a manifestação de todo o mundo', afirmou Vagner Freitas

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2016 | 18h29

Brasília - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, evitou comentar o fato de que grupos contra e a favor do PT entraram em confronto por conta do depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestaria em São Paulo. A central foi uma das entidades que apoiou a manifestação a favor de Lula nesta quarta-feira, 17.

O líder sindicalista afirmou que, por estar em Brasília para participar de um fórum sobre a reforma da Previdência, não acompanhou o desdobramento do caso, que acabou em confusão e com pessoas feridas.  "Eu espero que não tenha tido nenhuma violência, que a gente tenha ficado na democracia, cada um tem a sua opinião e o poder público tem que garantir a manifestação de todo o mundo", disse. 

Embora o depoimento, que faz parte de uma investigação sobre o tríplex no Guarujá que supostamente pertenceria a Lula, tenha sido suspenso pelo Conselho Nacional do Ministério Público, manifestantes dos dois lados mantiveram os protestos na porta de um fórum na capital paulista.

Em maior número, os defensores do ex-presidente avisaram que não tolerariam o uso do boneco Pixuleco, que retrata Lula como presidiário. A PM tentou argumentar com os grupos anti-PT, mas os manifestantes decidiram encher o boneco por volta do meio dia.

Defensores do ex-presidente tentaram rasgar o Pixuleco à força, o que iniciou a confusão. A PM reagiu com bombas de gás e cassetetes, manifestantes responderam com pedradas e a frente do Fórum Criminal da Barra Funda virou uma praça de guerra. A confusão só terminou quando um grupo pequeno pró-Lula conseguiu furar o bloqueio e rasgar o boneco.

 

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