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Presidente da CUT defende 'direito inalienável' de Delúbio trabalhar

Petista foi proibido de trabalhar na entidade após suspeitas de que estaria recebendo regalias na prisão

Ricardo Brito, Agência Estado

28 de fevereiro de 2014 | 19h11

Brasília - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, divulgou nesta sexta-feira, 28, nota em que defende o "direito inalienável" ao trabalho do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Na quinta, a Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal suspendeu direito do petista de trabalhar na CUT.

A decisão vale até pelo menos o próximo dia 18, quando ocorrerá uma audiência pública com o ex-tesoureiro petista. De acordo com a Justiça de Brasília, há relatos de que Delúbio teria conseguido garantir um tratamento diferenciado na prisão, com alimentação e visitas especiais e até estacionamento privativo.

"Defendemos o direito inalienável ao trabalho do senhor Delúbio Soares de Castro, nos termos do direito, da legislação pertinente e daquilo que foi estabelecido quando da sua concessão. A interrupção abrupta dessa concessão sem qualquer comunicado prévio causa prejuízos ao trabalho que estava e está sendo desenvolvido por ele", afirmou.

O presidente da CUT disse que causou "estranheza" no ato da suspensão temporária do trabalho de Delúbio. Segundo ele, o petista está desempenhando "suas atividades de forma satisfatória". "Esperamos que o mesmo (sic) retorne em breve às suas funções", ressaltou.

O ex-tesoureiro do PT cumpre pena desde novembro passado por condenação no processo do mensalão. Desde o dia 20 de janeiro, ele trabalhava na direção nacional da CUT em Brasília, entidade sindical em que ele já atuou, com salário de R$ 4,5 mil.

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