Werther Santana/Estadão - 06.12.2012
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Presidente da CPTM diz que vai deixar o cargo

Indiciado no inquérito que investigou denúncias de formação de cartel no setor metroferroviário, Mário Bandeira afirma que sairá da companhia; ele estava no comando desde 2011

Caio do Valle , O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2015 | 11h48

Atualizado às 15h33

SÃO PAULO - O atual presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira, afirmou ao Estado na manhã desta quinta feira, 8, que vai deixar o cargo, ocupado por ele desde 2011. Bandeira teve seu nome envolvido nas denúncias de formação de cartel do setor metroferroviário e em dezembro foi indiciado criminalmente pela Polícia Federal por fraude em licitação da CPTM.

Bandeira está entre os 33 indiciados no inquérito que investigou o cartel que, segundo a PF, operou em São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos tucanos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Além dele, foi indiciado também o diretor de operações da companhia, José Luiz Lavorente. Eles foram os únicos servidores públicos que constam da lista de indiciados, entre doleiros, empresários e executivos das multinacionais que teriam participado de conluio para obtenção de contratos no Metrô e na CPTM. Bandeira nega a prática de irregularidades e envolvimento com as empresas investigadas.

Em dezembro, o governador Geraldo Alckmin saiu em defesa de Bandeira e disse que era preciso analisar o caso com cuidado.

O novo secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, substitui na pasta, a partir desta quinta-feira, Jurandir Fernandes, que também estava havia quatro anos à frente da secretaria.

Segundo Pelissioni, Bandeira permanecerá no cargo até a escolha do sucessor. O secretário evitou falar sobre mudanças no comando do Metrô. "Ainda estamos conversando com o governador, com muita calma, muita serenidade. Ainda não há uma definição (sobre os dois cargos)", afirmou.

O presidente do Metrô, Luiz Antônio Carvalho Pacheco, não quis falar com os repórteres após a cerimônia de posse de Pelissioni. Ele afirmou que não tinha nada a dizer e a assessoria de imprensa do Metrô tentou restringir a aproximação dos repórteres de Pacheco.

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