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Waldemir Barreto/Agência Senado
Waldemir Barreto/Agência Senado

Presidente da CPMI das Fake News solicita dados das contas excluídas pelo Facebook

Plataforma derrubou uma rede de fake news e perfis falsos ligados a integrantes do gabinete do presidente, a seus filhos, ao PSL e aliados

Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 14h29

BRASÍLIA - O presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), apresentou nesta quinta-feira, 09, um requerimento no qual solicita ao Facebook o conteúdo das contas ligadas à família Bolsonaro retiradas do ar. A plataforma derrubou uma rede de fake news e perfis falsos ligados a integrantes do gabinete do presidente, a seus filhos, ao PSL e aliados. Foram identificados e removidos 35 contas, 14 páginas e um grupo no Facebook e 38 contas no Instagram. 

No documento, o parlamentar também pede para que a plataforma explique os motivos que levaram a decisão de excluir as contas. Segundo ele, as informações podem melhorar o relatório final do colegiado, formado por deputados e senadores. 

"O importante é deixarmos que as redes sociais fiquem limpas e as pessoas não se influenciem por postagens mentirosas. Isso que é o papel da CPMI e o papel também do projeto 2630 que é sempre preservar o povo brasileiro que não pode mais conviver com essas porcarias que ficam sendo praticadas no seio das redes sociais que estão instaladas no Brasil", afirmou o senador.

O parlamentar foi o relator do projeto de lei sobre Fake News aprovado no Senado em 30 de junho de 2020. O texto, que ainda será analisado pelos deputados, tenta implantar um marco inédito na regulamentação do uso das redes sociais, criando a chamada Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Pelo texto, as plataformas digitais, como o Facebook, deverão colocar em prática uma política de controle de disseminação de notícias falsas na internet.

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